B2B
Reforma tributária no B2B: o que muda no cálculo de cada pedido até 2033
Desde agosto de 2026, conforme o Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4/2026, toda NF-e emitida no país precisa trazer os campos de CBS e IBS. Ainda é fase de teste, com alíquotas simbólicas, mas a reforma tributária já chegou ao documento fiscal. O próximo passo é chegar ao pedido.
Para quem vende para CNPJ, isso tem consequência direta. No B2B, o imposto é calculado pedido a pedido, conforme o produto, o comprador e os estados de origem e destino. Até 2033, esse cálculo vai seguir duas lógicas ao mesmo tempo.
O cronograma, ano a ano
A Lei Complementar 214/2025 regulamentou a reforma tributária do consumo e definiu a transição. Em 2026, ano de teste, a CBS é de 0,9% e o IBS de 0,1%, compensáveis com PIS e Cofins. Em 2027, PIS e Cofins são extintos, a CBS passa a ser cobrada, o IPI é zerado para a maior parte dos produtos e entra o Imposto Seletivo. Entre 2029 e 2032, ICMS e ISS terão redução gradual de 10% ao ano e serão substituídos pelo IBS. Em 2033, ICMS e ISS deixam de existir.
O que muda no pedido B2B
Dois modelos no mesmo carrinho. De 2027 a 2032, o mesmo pedido pode carregar ICMS, ST, IPI e FCP de um lado e CBS e IBS do outro, cada um com sua base de cálculo.
Regra que muda a cada virada de ano. Entre 2029 e 2032, a proporção entre ICMS e IBS muda todo janeiro. Regra fiscal configurada uma vez e esquecida passa a errar.
Imposto cobrado no destino. CBS e IBS são cobrados onde está o comprador. Muitos distribuidores faturam por um CD em outro estado por motivo fiscal, e parte dessa vantagem tende a perder força ao longo da transição. A escolha do CD que atende cada cliente volta a ser decisão de logística e de preço.
Preço da tela e nota fiscal. Quando o canal digital mostra um valor e a nota traz outro, o comprador desconfia, o time de vendas refaz o pedido e a venda trava. Com duas lógicas convivendo, o risco desse descompasso cresce.
O que perguntar à sua plataforma
Antes de 2027, todo canal digital de vendas B2B deveria ter resposta para cinco pontos:
- • calcula CBS e IBS hoje, ao lado de ICMS, ST, IPI e FCP?
- • atualiza alíquotas e regras sem abrir um projeto de customização a cada mudança?
- • mostra cada imposto no carrinho, por item, para cada CNPJ e estado?
- • permite que o cálculo aconteça no ERP ou na plataforma, conforme a sua operação?
- • deixa reorganizar preço e origem por CD quando a conta fiscal mudar?
Dois caminhos que funcionam
Há operações que mantêm o cálculo no ERP: a loja mostra o preço cheio e a nota traz os impostos discriminados. Outras calculam na própria plataforma, em tempo real, e o comprador vê cada imposto no carrinho antes de fechar. Os dois modelos atravessam a reforma, desde que a regra fiscal esteja em um lugar só e seja fácil de atualizar. O que não atravessa é o cálculo improvisado por planilha ou plugin.
Como a GoDeep se preparou
O Motor Fiscal da GoDeep é nativo da plataforma e já está preparado para CBS e IBS, que alguns clientes já utilizam. As alíquotas e regras ficam em uma matriz tributária, validada contra o ERP no onboarding. Por isso, cada etapa da transição entra como atualização de regra, e não como projeto novo.
Isso só funciona porque a tecnologia nasceu B2B: tributação, preço por CNPJ, pedido mínimo e integração com o ERP estão no núcleo da plataforma. Entender a operação é metade da conta. A tecnologia certa é a outra metade.
Para aprofundar, o e-book Motor Fiscal no E-Commerce B2B traz um capítulo inteiro sobre a transição.